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Quem sou eu

Sou formado em Comunicação Social em 2010 e pós graduando em Comunicação Empresarial e Institucional e estudo gastronomia na Anhembi Morumbi. Falo castellaño fluente devido um tempo em que morei em Madrid, antes da crise econômica, inglês intermediário e mandarim básico. Tenho curiosidade para descobrir fatos, novidades que estejam causando espanto à sociedade. Por isso, nasci jornalista!

Cotidiano

A arte imitando a vida... 10/01/2012

Os escritores nacionais fizeram obras incríveis. As melhores são aquelas que tratam da realidade da qual fazemos parte aqui no país do futebol. Todos já devem ter falado do grande político fictício e picareta da obra O Bem Amado, chamado Odorico Paraguaçu. Recentemente saiu até um filme falando sobre ele. As picaretagens estavam às vistas e ainda assim ele negava até a morte, mesmo com todas as provas e com todas as testemunhas possíveis, ainda assim, negava.

Pois bem, um jovem empresário chamado Cléber Onésio Alves Salazar, deve ter se inspirado na obra deste grande escritor baiano. Através de placas eletrônicas acionadas por controle remoto, o nosso querido amante da literatura controlava a bomba de combustível na hora em que o consumidor abastecia. O cliente pagava por uma quantia e levava outra. Assim, quando percebiam a diferença, retornavam ao posto e reclamava. Mas o teste era feito porque o gerente acionava a placa e a bomba soltava a quantia certa, fazendo o consumidor de tolo.

A matéria foi exibida no último domingo pelo programa Fantástico onde os repórteres filmavam toda a conversa escondido. Ao ser procurado depois pela equipe, ele negou tudo. Todas as informações foram negadas na maior diplomacia de mentiroso e bandido. Hoje, terça (10/01), ele deve ter lembrado que não vivemos mais em contos literários ou deve ter se valido da lei maravilhosa do nosso país que em pouco tempo o caso será esquecido e ainda servirá de incentivo para outros empresários. Na verdade, existem outros ainda na discrição enganando trabalhadores que ganham uma miséria de salário para manter um veículo e ser roubado descaradamente.


Jorge Amado se estivesse vivo, teria escrito muitos outros Odoricos, porque a cada dia sempre aparece um, como o famoso escândalo do mensalão que terminou em pizza com refrigerante.  Salve a os amantes da literatura.


Edvaldo Saraiva

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