Londres 2012: o que podemos esperar do Brasil?
2012, ano das Olimpíadas em Londres. A extensão da delegação brasileira vai ganhando cada vez mais atletas para as disputas das modalidades que estarão presentes nos jogos ano que vem. Mas o que podemos esperar do Brasil ano que vem? É certo dizermos que cada país tem sua força, porém, o Brasil, sempre tem um diferencial nessas competições: a força de uma equipe. Com exceção de esportes individuais, a força de um grupo conta muito na disputas dos jogos, podemos pegar o exemplo de esportes coletivos como vôlei, futebol, basquete, entre outros, onde o Brasil sempre joga com certos favoritismos, pois como dito acima, a coletividade e a união fazem a diferença dentro da quadra ou campo. Claro que sem desmerecer qualquer país, a união dentro e fora do campo, serve para unir seus atletas e ter o diferencial que não necessita de treinamentos puxados ou intensos, mas pela vontade de cada atleta. Países como EUA, China, Austrália, Alemanha, França, entre outros, exaltam a coletividade como arma principal para os méritos nos esportes, sendo um atrativo para que outras delegações, se inspirem em ter além de atletas bem formados, uma união diferenciada. É certo afirmar também, que existem brigas e desentendimentos sim, mas em qualquer lugar e em qualquer situação de coletivo, porém no esporte isso muda, pois a força de uma equipe pode fazer a diferença para que o país seja sempre uma liderança de força e coletividade para ser um vencedor.
Danilo Di Grado
Equipes que pouco ouvimos ou vemos por ai....
O futebol brasileiro, atualmente conta com mais de 180 equipes, desde as regionais até as mais famosas, porém, nos campeonatos estaduais, essas equipes de pouco prestígio vem mostrar seu futebol.Pegaremos o exemplo do campeonato paulista, por ser o mais organizado e disputado estadual de todo o Brasil, equipes de pouca expressão no cenário paulista como: Oeste, Barueri, Mirassol, Catanduvense, entre outras, enfrentam Palmeiras, Santos, Corinthians ou São Paulo, equipes conhecidas como o quarteto de ferro de São Paulo, tem a chance de mostrar que através da força de vontade, jogar de igual para igual, talvez na única chance de mostrar seu futebol para o Brasil, e quem sabe até o mundo.No campeonato paulista, vemos muitas equipes que vem crescendo no futebol, subindo nas divisões do campeonato brasileiro, como alguns anos atrás que o então desconhecido São Caetano, fez a final contra o Vasco da Gama, em 2000, relembrando aquele episódio trágico em São Januário, quando a queda do alambrado feriu muitos torcedores que estavam presentes no estádio, prontamente interditado pela polícia, tendo a partida transferida para o Maracanã, onde o time carioca consagrou-se campeão da então Copa João Havelange, como fez a CBF para equilibrar o campeonato.Nas décadas passadas, Juventus, Nacional, entre outras equipes paulista, despontavam como favoritas no futebol paulista, com grandes times, faziam a festa para os torcedores, que até hoje zelam a imagem de glória do clube.Em tempos atuais, o futebol evoluiu de forma assustadora, e essas pequenas equipes que vemos por ai nesses campeonatos estaduais, ganharam força e por algumas vezes, são zebras que aparecem em alguma fase final de campeonato, e até porque não, ganham os títulos em cima de clubes de expressão no Brasil.Pois é, caro leitor, vem ai, os Campeonatos Estaduais, e torceremos para que o futebol, sendo uma equipe grande ou pequena, nunca tire a glória do futebol brasileiro que jamais perderá o brilho que conquistou durante os anos que passaram.
Danilo Di Grado
O futebol que encantou o mundo
No último domingo, em Yokohama, no Japão, milhões de espectadores ao redor do mundo assistiram ao grande clássico entre Santos e Barcelona, confronto talvez, mais esperado do ano todo e porque não dizer do século.O futebol que o Barcelona impôs sobre o Santos, foi de alto nível, e deu uma repercussão imensa na imprensa, que noticiou como algo de outro mundo, o show que a equipe espanhola deu para cima do Santos.A força excessiva de seus jogadores, fez com que o time santista, fosse um mero espectador na partida, podendo até dizer que não houve uma partida de futebol, mas sim, um jogo a parte do Barça.Maior ainda foi a audácia de Giuseppe Guardiola, técnico do Barça, que escalou o time em um esquema de 3-7-0, sem nenhum atacante, com Messi, Xavi, Fábregas, Iniesta, Daniel Alves, entre o resto dos jogadores que participaram da partida, esquema no qual o técnico santista Muricy Ramalho, declarou que seria um "caso de polícia" se fosse utilizado aqui no Brasil. Sendo assim, o time catalão não deu chance alguma de reação ao Santos, que por sua vez, foi até criticado por não ter colocado em jogo, suas arma secretas como Neymar e Ganso, e suas jogadas e tabelas magníficas.É certo dizer que o Barcelona é o melhor time do mundo hoje sem dúvida, porém esse estilo de jogo não vem de hoje. Temos visto durante esses dois dias após o jogo, que a imprensa pegou um histórico de que outros times ou até mesmo seleções, já vinham fazendo o que o Barcelona faz hoje.Exemplo maior é a seleção holandesa, conhecida como "Laranja Mecânica" nas décadas passadas e o Flamengo de Zico e companhia, que tocavam a bola de maneira rápida, e sem terem vergonha de recuar para a zaga ou até o goleiro, para encontrar espaços e começar a jogada novamente, caso que não vemos mais no futebol brasileiro exclusivamente nos dias de hoje.
A conclusão que podemos chegar é simples: o Santos não perdeu de 4 a 0 para um time, mas sim, para o melhor time, que até muitos da própria Europa como Manchester United, Milan e o maior rival Real Madrid, não conseguiram parar, fazendo com que a equipe de Guardiola, fique para sempre marcada na história do futebol mundial.
Danilo Di Grado
A bola é minha
O Santos perdeu de uma forma vexatória para o Barcelona na final do mundial interclubes, em, todavia o time santista já havia perdido antes mesmo do apito inicial do juiz, os sintomas de uma possível derrota surgiu na escalação de sua equipe, optando por um esquema tático, do qual nunca havia experimentado antes., evidenciando o tamanho do medo por enfrentar uma equipe dita pela maioria como coisa de outro mundo.
E, apesar do brilhantismo mostrado pela equipe catalã, compartilho com a mesma opinião de outrora e sigo novamente na contra mão em não idolatrar uma equipe de seres humanos mortais, passíveis de erros e acertos, no entanto, sei que contra fatos não há argumentos, a competência do Barcelona é evidente.
Porém o que chama atenção, a minha em especial, não são os números obtidos, mas os fatores que cercam as entrelinhas, nesse quesito sou um admirador assíduo dessa equipe, por serem tão comprometidos e deixarem de lado a vaidade e respeitarem a verdadeira protagonista do futebol que é a bola.
Apesar de serem famosos e donos de salários milionários, não deixam de ser proletariados do futebol, trabalhadores que levam a profissão a sério, outro dia ouvi numa rádio esportiva que a equipe no dia de uma partida em sua cidade não deixa de treinar e pós-treino são liberados para almoçarem com suas famílias, com o horário estipulado para retornarem próximo ao horário da partida oficial.
São assuntos assim esquecidos pela a maioria das pautas esportivas que estimulam o meu interesse, além do consolidado trabalho de base - em revelar jogadores, sem falar no senso de competitividade que encontramos na face de cada jogador e por que não dizer da concentração coletiva, que através dela vemos a aplicação tática demonstrada nos jogos.
Entretanto, vou parecer contraditório agora, quando tamanha jóia é valorizada de uma forma suspeita, visando bens invisíveis e ao mesmo tempo procura distanciá-la a colocando em um pedestal longínquo de nossos passos, acabo não conseguido enxergar beneficio algum. Em outras palavras é gozar com o pau do outro. A nossa imprensa causa isso em seus receptores, a sua maioria.
A equipe catalã é formidável, no entanto esta longe de ser coisa de outro mundo, até porque quando se tem um objetivo há frente, virão inúmeras derrotas para enfim conseguir alcançar vitórias, argumento parecido, exposto por Neymar pós derrota, que a nossa porca impressa não chegou a divulgar nem no rodapé de suas veiculações. Visando somente as palavras que vende: “Nós da equipe do Santos, hoje aprendemos a como jogar futebol” quando na verdade essa frase faz parte de um contexto apagado pelos porcos da notícia.
Contexto esse, que particularmente foi o melhor momento da decisão, uma fala que para os desprovidos de sensibilidade pode suar como desculpa de perdedor, mas na sua essência diz sobre entender o percurso da vida, que saiu mais ou menos assim de sua boca, segundo Neymar “Nós da equipe do Santos, hoje aprendemos a jogar futebol, no entanto, não devemos desvalorizar a nossa chegada nesse mundial, as nossas vitórias para chegar aqui, porém perdemos, mas indo de encontro a uma entrevista que ouvi do Josep Guardiola, que dizia que para chegar aonde chegou houve inúmeras derrotas. Por isso vamos aprender com essa derrota e fazermos de tudo para voltarmos ano que vem aqui”.
Não foi o poder divino que concedeu ao Barcelona a sua maneira de jogar, foi através de trabalho, derrotas e continuísmo ideológico que fizeram a equipe ser a número 1 do mundo. Se houver disposição, força coletiva e objetivo, outras equipes podem ser a equipe catalã, não só restringindo no campo de futebol, saindo, em nossas profissões se houver a soma de fatores que achamos ser a ideal para fazermos chegar ao nosso objetivo, também podemos ser o Barça. É tudo uma questão de para de achar que o outro pode ser e você não, ficar se exibindo pela qualidade alheia, imune de força para mostrar a mesma qualidade ou supera - lá.
O próprio Guardiola na sua entrevista coletiva disse que só tentou fazer o que o nosso futebol brasileiro sempre fez. Por minhas palavras é tratar a bola bem.Rômulo Mendes
Santos vence Kashiwa Reysol e ganha vaga na final do Mundial de Clubes
Não foi fácil, mas graças a genialidade de Neymar e companhia, o Santos fez 3 a 1 nos japoneses do Kashiwa Reysol, e agora espera o vencedor da outra semifinal entre Al Sadd e Barcelona.
O jogo que contou com alguns momentos de intensa pressão do time do Japão, foi ganhando a forma santista, e a inspiração de Neymar e Ganso fez a total diferença em campo, sendo assim o atacante conseguiu marcar o primeiro gol após driblar o marcador, e bater de perna esquerda sem chance para o goleiro.
Após o primeiro gol, o Santos conseguiu acalmar um pouco o jogo, porém a defesa levava alguns sustos com bons ataques de Leandro Domingues que tentava vazar o gol de Rafael.
Aos 19 ainda do primeiro tempo, Borges decidiu "copiar" Neymar, e levou a bola para a meia lua da área, e acertou um belo chute no ângulo, estava decretado a vitória virtual do Santos, com uma boa vantagem.
Porém, mesmo após um bom primeiro tempo santista, o Kashiwa não se entregava, e insistia com bons lances de Sakai e Jorge Wagner, mesmo que no começo, Danilo errou um gol cara a cara com o goleiro Sugeno, mas o arqueiro fez boa defesa.
A defesa santista, começou a se acomodar com o placar a favor e os japoneses pressionavam, até que em um escanteio cobrado pelo ex-jogador do São Paulo, Jorge Wagner, Sakai subiu mais que Henrique e fez o primeiro gol na partida para o Kashiwa.
O gol de Sakai, fez o time da casa ficar mais empolgado, fazendo com que Muricy Ramalho tirar Elano, que pouco produziu no primeiro tempo, para a entrada de Alan Kardec, que tentou voltar a pressionar mais no jogo.
Até que em uma falta um pouco mais distante da área, Danilo cobrou de forma épica, e tirando da barreira, fez o terceiro gol santista na partida. Estava decretada ali a vitória do time da Vila mais famosa do mundo, para a final do Mundial.
O Kashiwa ainda tentou até os últimos minutos pressionar e tentar marcar o segundo gol, e até que teve duas grandes chances, porém por falta de capricho e sorte, os japoneses tiveram que lamentar a eliminação do Mundial. O Santos agora espera o vencedor da partida entre Barcelona e Al Sadd, que será disputada amanhã em Yokohama, podendo fazer o confronto mais esperado do ano para a grande decisão do Mundial de Clubes 2011.
Danilo Di Grado
Mercado da bolaHoje em dia, a competição para que o time contrate os melhores jogadores do mundo, passam primeiramente nas mãos de grande empresários, que praticamente forçam os clubes a oferecer melhores condições, além claro o principal de tudo: o melhor salário.
Em épocas passadas, apesar de como citado acima, o Rei Pelé, jogou o fim de sua carreira no então time americano, o Cosmos, onde até ganhou um título, porém, nos tempos atuais, os jogadores de países que necessitam da venda de grandes estrelas para que tenham melhores condições, acabam sendo forçados a fazer grandes parcerias com empresas que ajudam a pagar o salário do atleta.
O salário na Europa, não precisa ser muito entendedor do assunto futebol para saber, são absolutamente fora dos padrões de países como Argentina, Brasil, entre alguns outros até mesmo de países da própria Europa, que acabam cedendo grandes atletas para o exterior, perdendo a chance de transformar o jogador em um ídolo.
O principal nome hoje no mercado, é sem dúvida Neymar, atualmente no Santos, que é visado hoje por grandes clubes como Barcelona e Real Madrid, que causam inveja por seus altos salários e ótimas condições de vida para o jogador.
Por sua vez, para que o Santos consiga segurar sua "jóia", é obrigado a fazer parcerias com grandes empresas que visam apenas em ter o seu nome estampado na camisa do clube ou nas dependências do mesmo. E claro não podemos esquecer que os empresários também, se dão ao luxo de pedir um blindagem, para que o jogador não suje sua imagem caso o treinador opte por tirá-lo de campo ou até mesmo não escalar o mesmo para uma partida. Pegaremos um exemplo claro desse ano, onde o irmão de Ronaldinho Gaúcho, fez "um show a parte", para que grandes clubes brasileiros que estavam na briga como Palmeiras, Grêmio e Flamengo, pagassem o maior salário e então decidiria o futuro de Ronaldinho, que no fim das contas, o Flamengo conseguiu sua contratação um tanto quanto conturbada.
A realidade caro leitor, infelizmente é essa hoje em dia, onde não se joga mais pela própria questão da adoração e respeito pelo clube o qual o jogador é revelado, mas sim, pelo dinheiro que um dia, poderá acabar nas mãos dessas estrelas do campo.
Danilo Di Grado
Londres 2012: o que podemos esperar do Brasil?

2012, ano das Olimpíadas em Londres. A extensão da delegação brasileira vai ganhando cada vez mais atletas para as disputas das modalidades que estarão presentes nos jogos ano que vem.
Mas o que podemos esperar do Brasil ano que vem? É certo dizermos que cada país tem sua força, porém, o Brasil, sempre tem um diferencial nessas competições: a força de uma equipe.
Com exceção de esportes individuais, a força de um grupo conta muito na disputas dos jogos, podemos pegar o exemplo de esportes coletivos como vôlei, futebol, basquete, entre outros, onde o Brasil sempre joga com certos favoritismos, pois como dito acima, a coletividade e a união fazem a diferença dentro da quadra ou campo.
Claro que sem desmerecer qualquer país, a união dentro e fora do campo, serve para unir seus atletas e ter o diferencial que não necessita de treinamentos puxados ou intensos, mas pela vontade de cada atleta.
Países como EUA, China, Austrália, Alemanha, França, entre outros, exaltam a coletividade como arma principal para os méritos nos esportes, sendo um atrativo para que outras delegações, se inspirem em ter além de atletas bem formados, uma união diferenciada.
É certo afirmar também, que existem brigas e desentendimentos sim, mas em qualquer lugar e em qualquer situação de coletivo, porém no esporte isso muda, pois a força de uma equipe pode fazer a diferença para que o país seja sempre uma liderança de força e coletividade para ser um vencedor.
Danilo Di Grado
Equipes que pouco ouvimos ou vemos por ai....
O futebol brasileiro, atualmente conta com mais de 180 equipes, desde as regionais até as mais famosas, porém, nos campeonatos estaduais, essas equipes de pouco prestígio vem mostrar seu futebol.
Pegaremos o exemplo do campeonato paulista, por ser o mais organizado e disputado estadual de todo o Brasil, equipes de pouca expressão no cenário paulista como: Oeste, Barueri, Mirassol, Catanduvense, entre outras, enfrentam Palmeiras, Santos, Corinthians ou São Paulo, equipes conhecidas como o quarteto de ferro de São Paulo, tem a chance de mostrar que através da força de vontade, jogar de igual para igual, talvez na única chance de mostrar seu futebol para o Brasil, e quem sabe até o mundo.
No campeonato paulista, vemos muitas equipes que vem crescendo no futebol, subindo nas divisões do campeonato brasileiro, como alguns anos atrás que o então desconhecido São Caetano, fez a final contra o Vasco da Gama, em 2000, relembrando aquele episódio trágico em São Januário, quando a queda do alambrado feriu muitos torcedores que estavam presentes no estádio, prontamente interditado pela polícia, tendo a partida transferida para o Maracanã, onde o time carioca consagrou-se campeão da então Copa João Havelange, como fez a CBF para equilibrar o campeonato.
Nas décadas passadas, Juventus, Nacional, entre outras equipes paulista, despontavam como favoritas no futebol paulista, com grandes times, faziam a festa para os torcedores, que até hoje zelam a imagem de glória do clube.
Em tempos atuais, o futebol evoluiu de forma assustadora, e essas pequenas equipes que vemos por ai nesses campeonatos estaduais, ganharam força e por algumas vezes, são zebras que aparecem em alguma fase final de campeonato, e até porque não, ganham os títulos em cima de clubes de expressão no Brasil.
Pois é, caro leitor, vem ai, os Campeonatos Estaduais, e torceremos para que o futebol, sendo uma equipe grande ou pequena, nunca tire a glória do futebol brasileiro que jamais perderá o brilho que conquistou durante os anos que passaram.
Danilo Di Grado
O futebol que encantou o mundo
No último domingo, em Yokohama, no Japão, milhões de espectadores ao redor do mundo assistiram ao grande clássico entre Santos e Barcelona, confronto talvez, mais esperado do ano todo e porque não dizer do século.
O futebol que o Barcelona impôs sobre o Santos, foi de alto nível, e deu uma repercussão imensa na imprensa, que noticiou como algo de outro mundo, o show que a equipe espanhola deu para cima do Santos.
A força excessiva de seus jogadores, fez com que o time santista, fosse um mero espectador na partida, podendo até dizer que não houve uma partida de futebol, mas sim, um jogo a parte do Barça.
Maior ainda foi a audácia de Giuseppe Guardiola, técnico do Barça, que escalou o time em um esquema de 3-7-0, sem nenhum atacante, com Messi, Xavi, Fábregas, Iniesta, Daniel Alves, entre o resto dos jogadores que participaram da partida, esquema no qual o técnico santista Muricy Ramalho, declarou que seria um "caso de polícia" se fosse utilizado aqui no Brasil. Sendo assim, o time catalão não deu chance alguma de reação ao Santos, que por sua vez, foi até criticado por não ter colocado em jogo, suas arma secretas como Neymar e Ganso, e suas jogadas e tabelas magníficas.
É certo dizer que o Barcelona é o melhor time do mundo hoje sem dúvida, porém esse estilo de jogo não vem de hoje. Temos visto durante esses dois dias após o jogo, que a imprensa pegou um histórico de que outros times ou até mesmo seleções, já vinham fazendo o que o Barcelona faz hoje.
Exemplo maior é a seleção holandesa, conhecida como "Laranja Mecânica" nas décadas passadas e o Flamengo de Zico e companhia, que tocavam a bola de maneira rápida, e sem terem vergonha de recuar para a zaga ou até o goleiro, para encontrar espaços e começar a jogada novamente, caso que não vemos mais no futebol brasileiro exclusivamente nos dias de hoje.
A conclusão que podemos chegar é simples: o Santos não perdeu de 4 a 0 para um time, mas sim, para o melhor time, que até muitos da própria Europa como Manchester United, Milan e o maior rival Real Madrid, não conseguiram parar, fazendo com que a equipe de Guardiola, fique para sempre marcada na história do futebol mundial.
Danilo Di Grado
A bola é minha
E, apesar do brilhantismo mostrado pela equipe catalã, compartilho com a mesma opinião de outrora e sigo novamente na contra mão em não idolatrar uma equipe de seres humanos mortais, passíveis de erros e acertos, no entanto, sei que contra fatos não há argumentos, a competência do Barcelona é evidente.
Porém o que chama atenção, a minha em especial, não são os números obtidos, mas os fatores que cercam as entrelinhas, nesse quesito sou um admirador assíduo dessa equipe, por serem tão comprometidos e deixarem de lado a vaidade e respeitarem a verdadeira protagonista do futebol que é a bola.
Apesar de serem famosos e donos de salários milionários, não deixam de ser proletariados do futebol, trabalhadores que levam a profissão a sério, outro dia ouvi numa rádio esportiva que a equipe no dia de uma partida em sua cidade não deixa de treinar e pós-treino são liberados para almoçarem com suas famílias, com o horário estipulado para retornarem próximo ao horário da partida oficial.
São assuntos assim esquecidos pela a maioria das pautas esportivas que estimulam o meu interesse, além do consolidado trabalho de base - em revelar jogadores, sem falar no senso de competitividade que encontramos na face de cada jogador e por que não dizer da concentração coletiva, que através dela vemos a aplicação tática demonstrada nos jogos.
Entretanto, vou parecer contraditório agora, quando tamanha jóia é valorizada de uma forma suspeita, visando bens invisíveis e ao mesmo tempo procura distanciá-la a colocando em um pedestal longínquo de nossos passos, acabo não conseguido enxergar beneficio algum. Em outras palavras é gozar com o pau do outro. A nossa imprensa causa isso em seus receptores, a sua maioria.
A equipe catalã é formidável, no entanto esta longe de ser coisa de outro mundo, até porque quando se tem um objetivo há frente, virão inúmeras derrotas para enfim conseguir alcançar vitórias, argumento parecido, exposto por Neymar pós derrota, que a nossa porca impressa não chegou a divulgar nem no rodapé de suas veiculações. Visando somente as palavras que vende: “Nós da equipe do Santos, hoje aprendemos a como jogar futebol” quando na verdade essa frase faz parte de um contexto apagado pelos porcos da notícia.
Contexto esse, que particularmente foi o melhor momento da decisão, uma fala que para os desprovidos de sensibilidade pode suar como desculpa de perdedor, mas na sua essência diz sobre entender o percurso da vida, que saiu mais ou menos assim de sua boca, segundo Neymar “Nós da equipe do Santos, hoje aprendemos a jogar futebol, no entanto, não devemos desvalorizar a nossa chegada nesse mundial, as nossas vitórias para chegar aqui, porém perdemos, mas indo de encontro a uma entrevista que ouvi do Josep Guardiola, que dizia que para chegar aonde chegou houve inúmeras derrotas. Por isso vamos aprender com essa derrota e fazermos de tudo para voltarmos ano que vem aqui”.
Não foi o poder divino que concedeu ao Barcelona a sua maneira de jogar, foi através de trabalho, derrotas e continuísmo ideológico que fizeram a equipe ser a número 1 do mundo. Se houver disposição, força coletiva e objetivo, outras equipes podem ser a equipe catalã, não só restringindo no campo de futebol, saindo, em nossas profissões se houver a soma de fatores que achamos ser a ideal para fazermos chegar ao nosso objetivo, também podemos ser o Barça. É tudo uma questão de para de achar que o outro pode ser e você não, ficar se exibindo pela qualidade alheia, imune de força para mostrar a mesma qualidade ou supera - lá.
O próprio Guardiola na sua entrevista coletiva disse que só tentou fazer o que o nosso futebol brasileiro sempre fez. Por minhas palavras é tratar a bola bem.
Rômulo Mendes
Santos vence Kashiwa Reysol e ganha vaga na final do Mundial de Clubes
Não foi fácil, mas graças a genialidade de Neymar e companhia, o Santos fez 3 a 1 nos japoneses do Kashiwa Reysol, e agora espera o vencedor da outra semifinal entre Al Sadd e Barcelona.O jogo que contou com alguns momentos de intensa pressão do time do Japão, foi ganhando a forma santista, e a inspiração de Neymar e Ganso fez a total diferença em campo, sendo assim o atacante conseguiu marcar o primeiro gol após driblar o marcador, e bater de perna esquerda sem chance para o goleiro.
Após o primeiro gol, o Santos conseguiu acalmar um pouco o jogo, porém a defesa levava alguns sustos com bons ataques de Leandro Domingues que tentava vazar o gol de Rafael.
Aos 19 ainda do primeiro tempo, Borges decidiu "copiar" Neymar, e levou a bola para a meia lua da área, e acertou um belo chute no ângulo, estava decretado a vitória virtual do Santos, com uma boa vantagem.
Porém, mesmo após um bom primeiro tempo santista, o Kashiwa não se entregava, e insistia com bons lances de Sakai e Jorge Wagner, mesmo que no começo, Danilo errou um gol cara a cara com o goleiro Sugeno, mas o arqueiro fez boa defesa.
A defesa santista, começou a se acomodar com o placar a favor e os japoneses pressionavam, até que em um escanteio cobrado pelo ex-jogador do São Paulo, Jorge Wagner, Sakai subiu mais que Henrique e fez o primeiro gol na partida para o Kashiwa.
O gol de Sakai, fez o time da casa ficar mais empolgado, fazendo com que Muricy Ramalho tirar Elano, que pouco produziu no primeiro tempo, para a entrada de Alan Kardec, que tentou voltar a pressionar mais no jogo.
Até que em uma falta um pouco mais distante da área, Danilo cobrou de forma épica, e tirando da barreira, fez o terceiro gol santista na partida. Estava decretada ali a vitória do time da Vila mais famosa do mundo, para a final do Mundial.
O Kashiwa ainda tentou até os últimos minutos pressionar e tentar marcar o segundo gol, e até que teve duas grandes chances, porém por falta de capricho e sorte, os japoneses tiveram que lamentar a eliminação do Mundial. O Santos agora espera o vencedor da partida entre Barcelona e Al Sadd, que será disputada amanhã em Yokohama, podendo fazer o confronto mais esperado do ano para a grande decisão do Mundial de Clubes 2011.
Danilo Di Grado
Mercado da bola
Hoje em dia, a competição para que o time contrate os melhores jogadores do mundo, passam primeiramente nas mãos de grande empresários, que praticamente forçam os clubes a oferecer melhores condições, além claro o principal de tudo: o melhor salário.
Em épocas passadas, apesar de como citado acima, o Rei Pelé, jogou o fim de sua carreira no então time americano, o Cosmos, onde até ganhou um título, porém, nos tempos atuais, os jogadores de países que necessitam da venda de grandes estrelas para que tenham melhores condições, acabam sendo forçados a fazer grandes parcerias com empresas que ajudam a pagar o salário do atleta.
O salário na Europa, não precisa ser muito entendedor do assunto futebol para saber, são absolutamente fora dos padrões de países como Argentina, Brasil, entre alguns outros até mesmo de países da própria Europa, que acabam cedendo grandes atletas para o exterior, perdendo a chance de transformar o jogador em um ídolo.
O principal nome hoje no mercado, é sem dúvida Neymar, atualmente no Santos, que é visado hoje por grandes clubes como Barcelona e Real Madrid, que causam inveja por seus altos salários e ótimas condições de vida para o jogador.
Por sua vez, para que o Santos consiga segurar sua "jóia", é obrigado a fazer parcerias com grandes empresas que visam apenas em ter o seu nome estampado na camisa do clube ou nas dependências do mesmo. E claro não podemos esquecer que os empresários também, se dão ao luxo de pedir um blindagem, para que o jogador não suje sua imagem caso o treinador opte por tirá-lo de campo ou até mesmo não escalar o mesmo para uma partida. Pegaremos um exemplo claro desse ano, onde o irmão de Ronaldinho Gaúcho, fez "um show a parte", para que grandes clubes brasileiros que estavam na briga como Palmeiras, Grêmio e Flamengo, pagassem o maior salário e então decidiria o futuro de Ronaldinho, que no fim das contas, o Flamengo conseguiu sua contratação um tanto quanto conturbada.
A realidade caro leitor, infelizmente é essa hoje em dia, onde não se joga mais pela própria questão da adoração e respeito pelo clube o qual o jogador é revelado, mas sim, pelo dinheiro que um dia, poderá acabar nas mãos dessas estrelas do campo.
Danilo Di Grado
No final das contas, a imprensa te conta mentiras, é você acredita e repassa pra frente
Normalmente quem defende a idéia de que a equipe do Barcelona esteja anos a frente da equipe do Santosnunca assistiu um jogo sequer do clube catalão, na verdade sua opinião vem pautada diretamente pela esquizofrenia da nossa impressa jornalística, que segue insistindo nesse eufemismo estrangeiro de valorizar o que é do outro e desvalorizar o que é nosso, simples assim. O diagnóstico é esse, sem erro de errar. No entanto, é evidente que a superioridade do Barcelona existe, porém para deixar claro novamente, não com essa escala gigantesca que os veículos insistem em jogar a nossa goela abaixo, o seu status de melhor time do mundo emerge em conquistas realizadas e no entrosamento que está consolidado há diversas temporadas. Se fossemos exemplificar os jogadores, do lado catalão encontramos o segundo melhor jogador de futebol do mundo, Lionel Messi, que mostra com seus dribles o seu refinamento para desequilibrar uma partida, além de reunir em sua particularidade, talento e objetividade necessária para ser o protagonista de seu clube, além da grande estrela, existem jogadores que são excelentes coadjuvantes, Iniesta, Xavi, Villa, Pedro e Daniel Alves, além do badalado Frábegas na reserva, estão longe de serem bichos papões do futebol, ou seja, monstros sagrados do esporte que serão eternizados por suas individualidades, no entanto, o grupo usufruí bem do já citado entrosamento, que é o grande segredo desse sucesso, em outras palavras, coloque mão de obra parecida com a que tem atualmente no clube espanhol e adicione temporadas jogadas juntas e terá esseBarcelona.
Portanto, é claro que uma parte da imprensa através de seus comentários e suas escritas poderiam ser confundidos com dramaturgos, por criarem enormes melodramas em relação a esse possível confronto entre a equipe espanhola e a brasileira. Já do lado santista, vemos um time que mostra jogadores igualmente competentes em suas funções coadjuvantes, como Arouca (um injustiçado por não ser o volante titular da seleção brasileira), Danilo, Elano, Borges (Outro que deveria ganhar uma chance na seleção e usar o entrosamento com o Neymar ao nosso favor) e guardada as incríveis proporções Henrique mostra-se conciso e trabalha bem em coletivo, em compensação a velha zaga praiana mostra insegurança, logo dificuldade é pode ser um ponto para perder o titulo.
Com tudo, há dois jogadores essenciais e diferenciais que podem ser a arma para o êxito da vitoria santista, o primeiro: Paulo Henrique Ganso que aos poucos vem conquistado há velha segurança e mostra através de sua concentração uma visão de jogo soberba, além de sua técnica unido de tranqüilidade, um jogador diferenciado, daqueles meio campistas que evidentemente estão em escassez no futebol mundial. É para finalizar, o melhor jogador do mundo atua no clube santista, Neymar, com pouca idade, já escreveu seu nome entre os melhores do futebol, mostrando uma diversidade impressionante, junto a mesma objetividade de Messi, que do lado brasileiro está recheado de segurança, diferente do argentino que em algumas partidas desaparece. Se fossemos se apegar a esse detalhe, ao de jogadores que podem fazer a diferença, Santos está ganhando por dois a um. Não tenho dúvidas, o craque brasileiro por meio de sua genialidade vai fazer o mundo inteiro testemunhar a sua arte e dar a resposta merecida a FIFA, por ter fechado os olhos e não tê-lo elegido entre os três melhores do mundo.
Quando o Santos ganhar do Barcelona, o quadro vai se inverter, a mesma imprensa que glorifica o time de estrelas espanhol estará no seu computador, rádio e televisão glorificando os meninos da vila.
Romulo Mendes

Sensacional Ed, sem dúvida essa editoria nunca faltará artigos. A do Romulo ficou muito interessante. Parabéns!
ResponderExcluirObrigado pela colaboraçao!!! Juntos construiremos nossa história.
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