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Quem sou eu

Sou formado em Comunicação Social em 2010 e pós graduando em Comunicação Empresarial e Institucional e estudo gastronomia na Anhembi Morumbi. Falo castellaño fluente devido um tempo em que morei em Madrid, antes da crise econômica, inglês intermediário e mandarim básico. Tenho curiosidade para descobrir fatos, novidades que estejam causando espanto à sociedade. Por isso, nasci jornalista!

Cultura

O que é desacato a autoridade? 30/01/2012
O Brasil está se tornando bem importante no mercado internacional. Ano passado, por exemplo, ficou na 53º economia mais competitiva do mundo entre 142 países analisados. E agora com os eventos internacionais que logo irá se tornar anfitriã ficará mais conhecido lá fora.
O país tupiniquim apesar de estar se desenvolvendo economicamente, precisa por em prática uma doutrina que é fundamental para se tornar moderno, liberdade de expressão! É incrível como se fala tanto em ser livre de expressão e ainda assim provam o contrário.
No último fim de semana a cantora Rita Lee, um ícone do rock nacional, esteve realizando o seu último show em Sergipe quando policiais se envolveram no público a procura de drogas. Por conta do tumulto, Rita parou o show para chamar a atenção dos ilustres representantes da lei à maneira de roqueira que sempre foi, falando palavrão. Em um país que fala palavrão a qualquer momento, num programa de televisão, que aparece sexo debaixo de edredons, enfim, nem vamos enumerar as ocasiões.

O resultado dessa hipocrisia foi a apreensão da cantora no final do show com a acusação de desacato a autoridade. Gostaria de saber em que crime se enquadra os sensíveis da lei quando espancam pessoas indefesas durante investigações, quando matam inocentes somente por terem se confundido com algum traficante, quando destratam estudantes em universidades somente por serem de cor escura. Em todas estas ocasiões não me recordo qual foi a punição para eles. Se desacato a autoridade defini-se por invadir uma platéia em busca de algo que deveria ter sido revistado na entrada do local do evento e por terem ouvido o que se ouve todos os dias neste imenso pais que se destaca por prezar a liberdade de expressão e por se tornar tão popular os famosos palavrões, então porque não se aplica a plantação de políticos que todos os dias brota em Brasília?

A cada vez que se descobre uma corrupção, isso é desacato a autoridade. Quando os recursos para alimentação e educação são cortados ou diminuídos, quando o racismo em um dos países mais mestiços do mundo é cometido, quando pessoas são agredidas por suas opções sexuais e quando os salários de políticos recebem aumento por simplesmente ficarem estressados e acharem que precisam, isso sim é um desacato a uma sociedade que ainda não entendo, volto a repetir, não sei porque estão se tornando os melhores no mercado internacional.

Quero ver quando chegar a copa e as olimpíadas, quero ver o que a imprensa internacional irá publicar. Esse tipo de palhaçada, os abusos de autoridades e todo o racismo repugnante que ainda existe aqui, quero ver de camarote e comendo um camarão no espeto o que irão dizer. Quero ver até quando o Brasil irá viver pregando falso moralismo e atuando no palco da canalhice e hipocrisia. Alias, eu nem quero ver, como fala um grande amigo meu baiano, “eu quero é que o mar pegue fogo pra mim comer peixe assado”.

Edvaldo Saraiva


The Doors

 Divulgação/Internet
Pra quem é fãn desta banda fenomenal, já saiu ai o CD com faixa inédita depois de 40 anos. A faixa intitulada She Smells so Nice, está disponível na página do facebook dos eternos roqueiros.

A faixa foi encontrada pela Co-produtora Bruce Botnic. Em comemoração aos 40 anos do álbum célebre L.A. Women.

Edvaldo Saraiva
10/01/2012




Finson Gallar

Música, foi criada para despertar bons sentimentos. Os Persas, os egípcios e toda a naçao jurássica exigiam cantores em suas cortes. Somente os melhores eram escolhidos...

Por isso, desacredito na possibilidade de encontrar um potencial artista voltado para a nossa corte atual no gênero do rock que saiba mexer com os sentimentos, nos fazer lembrar momentos e principalmente, nos transportar por segundos pelo universo paralelo.

O rock nacional esta agonizante... Nem ouso a citar nomes de bandas que desacatam a ordem sentimental... Mas, como toda a regra tem a exceçao, gostaria de parabenizar a esse jovem que tao nobremente ousou a enfrentar essa corja de alienados e mostrou o que os deuses lhe presenteou de melhor, sua capacidade de envolver as pessoas com a sua voz, o arranjo e o seu natural improviso. Sua voz me faz recordar meus tempos de adolescente rebelde que escutava Kurt Cobain, Legiao Urbana, Engenheiros, dentre outros. Sou um fã seu. Jamais me desaponte a ponto de me arrepender de ter escrito isso. 

Edvaldo Saraiva




Os 10 (+) melhores filmes de 2011

Uma das coisas que mais gosto no fim do ano são as listas de melhores do ano, seja ela qual for. Sempre gostei, quando criança acompanhava a sintonia das principais estações radiofônicas para ter a minha própria retrospectiva e ouvir quais foram as melhores canções. Por isso, faço mais uma seleção de minha autoria, os melhores do cinema, mesmo que seja a mais superficial possível, já que assisti poucos filmes nesse ano. Abaixo dos filmes, insiro três explicações de o porquê gostei tanto.



11° Harry Potter e As Relíquias da Morte parte II



° O encerramento da maior saga da história do cinema
° A valorização de personagens secundários
° Cenas finais emocionantes
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10° Blue Valentine



° Um dos filmes mais reais que já assisti
° Excelentes atuações
° Cenas memoráveis


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09° Shocking Blue

° Uma narrativa precisa sobre o rompimento da adolescência para a vida adulta
° Cenas delicadas que fazem tornar o longa metragem uma poesia audiovisual
° O compromisso com o real, nada é exposto de forma incoerente, tudo tem um motivo, tudo se encaixa







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08° O Palhaço

° Uma homenagem ao riso inocente
° A simplicidade trouxe o charme da produção
° Paulo José protagonizado uma das melhores cenas que eu já vi, quando se despende de sua mulher sem abrir a boca, somente com a feição do rosto





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07° Meia Noite em Paris

° Woody Allen sabe criar roteiros de cinema como poucos
° Você senta na cadeira e literalmente entra na história do filme, sem se dar conta do relógio
° Owen Wilson está soberbo, o melhor alter-ego de Allen que já vi








06° Melancolia
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° É aquele filme que acaba e você tenta recuperar o fôlego de tão intenso que é
° Uma abordagem autoral e instigante
° Metáforas nos diálogos e na tela que acabam atraindo sua mente









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05° Rango
° Uma homenagem genial para o gênero faroeste
° Leve, divertido, engraçado, uma das melhores animações que eu já vi
° Se tornou tão bom, já que assisti sem nenhuma expectativa, também é aqueles filmes que você assisti e nem vê o tempo passar







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04° Medianeiras - Buenos Aires na era do amor virtual

° Poético
° A narrativa beira a perfeição
° O diretor conseguiu transmitir a rapidez do mundo cibernético para a tela do cinema







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03° A Árvore da Vida

° Não é um filme comum, é um ensinamento de vida
° Lindo e tocante, invadi sua alma
° Um experimento audiovisual










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02° A pele que habito

° Uma aula de cinema
° Antonio Banderas soberbo
º Uma crítica poderosa ao comportamento humano, surpreendente








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01° Cisne Negro
° Natalie Portman
° O melhor epílogo que eu já vi no cinema
º Aquela obra que décadas vão passar e haverá ainda alguém para comentar sobre








10 (+) 1 Melhores álbuns de 2011


Aproveitando a onda de listas dos melhores do ano, peço licença e arrisco dizer o que no meu universo particular considerei de melhor dentro da música. Uma lista nada definitiva, pelo contrário, com as escolhas podendo ser colocada em cheque, até porque não sou nenhum profissional da música e não tenho gabarito suficiente para apontar os melhores de fato. Mas, como um admirador da musicalidade ampla, independente de gênero, sou um entusiasta é preciso de alguma forma colocar tudo que determinados álbuns me causaram ao longo dos meus dias nesse ano que começa a ensaiar o seu final.

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11° Thaís Gullin – ôÔÔôôÔôÔ
A cantora não é uma unanimidade por parte da crítica, muitas são as canetas que a definem como um ponto de interrogação, nesse disco a própria parece estar andando a determinada definição, passeia pelo seu bosque musical, com classe de quem está ciente do talento que possui, ao longo do percurso enxergamos alegria e lágrimas. Difícil não ser encantado com a verdade cantada.



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10° Marisa Monte – O Que Você Quer Saber de Verdade

Tudo que a Marisa for cantar terão ouvidos que certamente pararão para escutar, apesar de não ser um trabalho genial, esse seu novo álbum segue uma linha que pode ser chamado do mais do mesmo em sua carreira, porém com o hiato de cinco anos, sua voz doce faz lembrar que mesmo parecida com outrora, suas músicas ainda manifestam um bem incrível e conseguem ser mais interessante do que muita coisa que está rolando hoje em dia.




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09° Lenine – Chão

Lenine é um cientista da música popular. Sem o uso de bateria e com a inserção de alguns artifícios musicais nada convencionais, como o toque de um coração, o cantor pernambucano carrega seu ouvinte numa outra dimensão.






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08° Gui Amabis – Memórias Luso Africanas
Produtor musical da cena alternativa de São Paulo chamou artistas do calibre de CrioloTulipa RuizCéu e Lucas Santana para fazer um registro musical e quase antropológico sobre as nossas origens portuguesas e africanas, regado de muito afrobeat. 




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07° China – Moto Contínuo

Um álbum bem feitinho que esbanja despreocupação e em nenhum momento tenta ser mais do que é. Além de notarmos ao longo das faixas a queda do suor que o artista deve ter derramado para gerar vida a obra. A intensidade da voz cantada está nos versos, na afinação dos instrumentos. 







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06° Filipe Catto- Fôlego

A princípio ao ouvir as faixas de Fôlego terá a certeza que se trata de uma cantora com o timbre de voz forte, parecido com a Gal Costa ou Maria Bethânia, mas não se engane, pois a potência musical vem de um gaucho que através do seu canto emociona seu ouvinte, declarando seus amores, seja com suas canções autorais ou as interpretações de clássicos da musica popular brasileira. 



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05° Rodrigo Ogi – Crônicas da Cidade Cinza

Sem dúvidas esse foi o ano do rap nacional e ao vermos essa empreitada no futuro, teremos a certeza que esse momento tratou-se de um ponto crucial. Ogi faz parte da nova safra do gênero, conseguiu retratar por meio do seu álbum todas as peças do quebra cabeça chamado São Paulo. Um disco para ser lembrado nos próximos anos.







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04° The Do - Both Ways Open Jaws

O único álbum internacional presente na lista, para ser franco esse foi um ano no qual posso dizer que noventa e cinco por cento do que eu ouvi era música brasileira, no entanto, a magnitude de Both Ways Open Jaws, desse grupo metade Frances e Finlandês,  foi capaz de subverter meus passos e ter me levado a outro universo.






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03° Bárbara Eugênia – Journal de Band

No momento que ouvi esse álbum me encantei com a voz delicada de Bárbara. Nesse seu primeiro trabalho solo as suas canções mostram sua ousadia e inquietude em não fazer parte de um rótulo. Uma afilhada do Cidadão Instigado, com essa referência já vemos sua ousadia.








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02° Criolo – Nó na Orelha

Criolo ao lançar esse álbum deixou de ser apenas um rapper para se tornar um cantor importante dentro da história da música popular brasileira. Apesar de existir uma indústria cultural tentando gerenciar seu novo percurso, o artista do Grajaú fez uma obra prima que certamente estará na lista de muitas pessoas ao encerrar esse século, como um dos trabalhos fundamentais para a música brasileira.




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01° Leo Cavalcanti – Religar  

Se a música é a companheira de sua vida, as canções de Religar foram as mais precisas, que diversas vezes tocaram a alma, primordiais durante o ano inteiro. Esse álbum, propriamente é do ano de 2010, precisamente de dezembro, porém nenhum disco tocou mais no meu ouvido que não esse. Além de esteticamente ser uma grandiosidade, que o artista consegue interligar  numa canção, vários pontos da existência  de um individuo. 


Romulo Mendes


A fofinha do ano

Parece que os ingleses têm o solo fértil para produção de cantores. Só basta começar a lista com os Beatles, passar pela saudosa Amy Winehouse  e terminar nessa nova artista que está encantando a todos aqui no Brasil e no mundo. O nome dela é Adele.

Além de ter sido a cantora revelação do ano com o seu álbum “21”, Adele foi o principal nome da seção de arte e entretenimento do especial da revista “Time” com os destaques de 2011.

Com "Rolling in the Deep", a fofinha mais talentosa do ano conquistou o segundo posto entre as músicas de 2011. A campeã da temporada, segundo a "Time", foi "No light, no light", cantada pelo grupo Florence + the Machine também nascido em solo britânico. Vale à pena conferir! Parabéns pelos ingleses por terem talentos natos como estes.

Edvaldo Saraiva



O novo Rap Nacional

A lembrança percorre os meses anteriores para apurar qual assunto foi recorrente na pauta cultural nesse ano que chega ao seu final, contrariando o seu passado de isolamento, o rap nacional através de novos artistas conseguiu atingir constantemente as páginas de diversos veículos.

Racionais 
No entanto, a direção nem sempre andou para esse lado, o diagnóstico era outro, o distanciamento a mídia pautava o percurso do gênero musical, que passou a década passada sendo sinônimo de marginalidade. Na linha de frente, Os Racionais Mc´s conseguiu a sua notoriedade sem apelo midiático algum, através dos próprios fãs que disseminavam e cantavam suas músicas aos quatro cantos da cidade. Além do grupo hegemônico, outros nomes se prendiam dentro do nicho, abrindo exceções a poucos veículos, tornando muita qualidade quase invisível, conseqüentemente descriminalizada. 

Ensaiando remodelar o muro de isolamento, nos meados de 2000 surge Sabotage, morto em 2003, mas que através de seu carisma aproximou outras musicalidades ao rap, já preparando, mesmo inconscientemente o cenário para a atualidade.

Há exemplo do rapper paulistano aparecia aos ouvidos da maioria casos como Mv Bill e Rappin' Hood, entretanto faziam parte de uma minoria, sem o poder midiático necessário para redistribuir outros exemplos.

E a atualidade mostra o contrário, o rap nacional alcançou a auto-estima e vem quebrando o paradigma que enfrenta durante anos. Artistas da nova geração caminham construindo novos versos que não se limitam a questão social, temas impensáveis em outrora e que saem de suas rimas agora, como o amor, a vida e amizade fazem parte de um novo repertório que visa consolidar-se na música brasileira.

Emicida
A dupla principal dessa empreitada, Criolo e Emicida, literalmente invadiram os noticiários esse ano, ambos protagonizaram a capa de uma considerável revista nacional, participaram e foram entrevistados em diversos programas da televisão, semanalmente eram lembrados em notas nos veículos impressos e se não basta-se o burburinho acabaram premiados nos principais prêmios da música popular brasileira. Definitivamente são os rostos desse novo momento do gênero, porém a luz do túnel não acaba com eles, outros artistas começam a ganhar espaço midiático , destaques para Rodrigo Ogi, Lurdes da Luz, Flora Mattos, Flavio Renegado, Projota, Rashid, Karol Conká, Rael da Rima e Pentágono.
Criolo

 Se antes a logística dos shows era feita para os espaços periféricos, atualmente ocorrem muitas apresentações em casas tradicionais do centro da cidade, como o Studio SP localizado na Rua Augusta, o que ocasionou a popularização das músicas, porém, convenhamos que o gênero ainda manifesta em boa parte da sociedade o preconceito, em compensação as conquistas estão se consolidando para rebater a desconfiança.

Alguns consumidores de música dizem que o motivo principal para ter ocorrido à mudança foi por conta do advento da internet, um agente determinante na vida artística da nova geração, sem as ferramentas virtuais o gênero estaria fadado ao afastamento de sempre. O que de certa forma é verdade, em contra partida a mentalidade do novo rapper se modificou, o pensamento que culmina é a liberdade que a música emprega, sem restrições, ou seja, um direito social.

Parecido com um garoto que enfrentou o medo e alcançou as suas primeiras pedaladas em uma bicicleta, o rap abandonou a sua zona de conforto e deseja alcançar voos maiores.


Rômulo Mendes





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